Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

Para ti, que esqueces que te amo. Para que nunca sintas que deixei de te amar. Para a minha P.

Nada mais queria fazer senão procurar-te...
Há muito que não sentia a tua alma perto da minha. As nossas palavras andam soltas por ai, há espera que alguém as agarre e as guarde em gaiola de ouro e diamantes.
Quero agarrar aquela nuvem que me sorri e que me chama para a sua superfície macia, oferecendo-me o chão que tenho de percorrer até ti. Quero rebolar no algodão doce do meu passado, deliciar-me com o seu sabor e recordar outros aromas que preenchem o meu imaginário. Quero sentar-me nesse carrossel de latão ferrugento, cantar as melodias de caixinha de música e limpar as lágrimas de saudade que correm o meu rosto.
Quando abrir os olhos, quando deixar de sonhar, os meus sentimentos serão mais límpidos, quase transparentes, para que possas contemplá-los com atenção. O meu amor e amizade tomarão forma e serão erguidos perante o mundo. Arrancarei o meu coração e deitá-lo-ei em cima de um pedestal de vidro. Farei dele uma montra do que sinto por ti.
Partilharei contigo o meu paladar a chocolate preto, beberemos da mesma chávena de chá e trautearemos timidamente as canções dos nosso subconsciente.
Temos os mesmo sangue, somos a mesma carne... daremos as mãos, até à eternidade!